Juventude e as Artes
da Cidadania:
práticas criativas,
cultura participativa
e activismo

Apresentação

Este é um projecto inovador financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, que decorre entre 2018 e 2021. Procuramos olhar para dimensões menos visíveis da participação, explorando o que designamos por “Artes da cidadania”. Pesquisamos territórios não-institucionais de construção da cidadania e de participação na esfera pública que recorrem a dinâmicas criativas diversas, procurando estudar de que modo a agência política está associada à agência criativa na juventude. Mais especificamente, pretendemos estudar como diferentes protagonistas juvenis, individual ou colectivamente, empenhados em múltiplas causas sociais, culturais e políticas, empregam certos recursos e gramáticas criativas como forma de expressão e de participação cidadã. Colocamos a hipótese de que, face à crise da democracia e ao desencanto pela política institucional, estas são práticas e linguagens (street art, rap, activismo digital, culture jamming, guerrilla theatre, etc.) em que os jovens se revêem e que podem trazer novo vigor à sua participação cívica e política.
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Objectivos
e metodologia

Através deste projecto pretendemos dar resposta à seguinte questão genérica: Em que medida, num contexto de crescente crise institucional do sistema democrático e de descrédito das instituições políticas, são a criatividade e as práticas estéticas um recurso relevante para a agência política e cívica da juventude contemporânea, na defesa de certas causas minoritárias, alternativas ou disruptivas? Esta questão genérica, pode-se dividir numa série de outras questões: a) Em que medida a práticas criativas servem para ampliar a noção de política, através de canais alternativos e não institucionais; b) Que práticas, produtos estéticos e circuitos culturais são empregues em processos de comunicação, reflexão, contestação ou resistência no âmbito do activismo juvenil. c) Que papel/impacto têm a criatividade e as expressões artísticas no empoderamento da juventude e no sentido de pertença a uma comunidade política? d) Como se redefine o activismo contemporâneo, tendo em consideração uma série de mudanças ao nível das suas gramáticas e estratégias de comunicação, dos seus territórios/palcos (rua e internet) e dos seus actores? Do ponto de vista metodológico, pretende-se adoptar uma abordagem qualitativa, de inspiração etnográfica. Esta envolve uma etnografia multi-situada, com observação participante, a realização de entrevistas aprofundadas e a aplicação de metodologias visuais. Iremos também recorrer a modelos mais inovadores integrando metodologias participativas e a realização de workshops e residências artísticas com jovens. Deste modo, a uma abordagem mais clássica, de natureza analítica, assente na observação e análise de informação, juntaremos processos de investigação-acção de carácter participativo.
Através deste projecto pretendemos dar resposta à seguinte questão genérica: Em que medida, num contexto de crescente crise institucional do sistem...
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Equipa

Diagrafias

Eventos / Notícias

06_06_2019 / Qui Documentário vencedor do Prémio APA2019 em exibição na FCSH – 11h, Aud. 3, Torre B 04_11_2019 / Seg Alix Sarrouy no workshop Empower-SE, Cost-Actions, Malta

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