Juventude e as Artes
da Cidadania:
práticas criativas,
cultura participativa
e activismo

OFICINA Toxicity 101: Sonificação da Poluição Atmosférica

Dia: 25 de fevereiro das 14:00 às 19:00
Local: Ar.Co, Xabegras Lisboa

A “Oficina Toxicity 101: Sonificação da Poluição Atmosférica” enquadra-se nas atividades desenvolvidas pelo Projeto ArtCitizenship, com o apoio de Inês Tartaruga Água. Nesta oficina pretendemos, de uma forma prática, aliar a produção artística e a consciencialização ambiental.

Esta oficina é gratuita, sendo que a seleção dos participantes é feita por ordem de chegada da inscrição, sendo privilegiadas as inscrições de jovens ligados ao movimento ambientalista/climático ou a práticas artivistas.

Nesse sentido, os participantes terão a oportunidade de construir um conjunto de máscaras, resultantes de lixo e materiais respigados, que aliados a um sensor, amplificador e programa informático irão reagir à poluição atmosférica. (https://cargocollective.com/inestartarugaagua/ToxiCity).

As inscrições deverão ser feitas até ao dia 18 de fevereiro, indicando, num pequeno parágrafo as razões para a participação. Todas as informações adicionais e inscrições deverão ser feitas através do email art.citizenship19@gmail.com.

III COMbART, “Arte, Activismo e Cidadania”

Caros e caras investigadores, artistas e ativistas.

A III edição da Conferência Internactional COMbART, integrado no projeto “ArtCitizenship: Juventude e as artes da cidadania: práticas criativas, cultura participativa e activismo”, irá decorrer nos dias 30 e 31 de maio de 2022, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, na cidade do Porto, Portugal.

Submissão de propostas: https://combart.eventqualia.net/pt/2022/inicio/

Datas importantes:
Submissões: até 15 de janeiro de 2022
Comunicação dos resultados: 30 de janeiro de 2022
Inscrições: até 30 de março antecipada (tardia até 30 de abril) de 2022
Programa final: 15 de maio de 2022
Congresso: 30 a 31 de maio de 2022

Vemo-nos no Porto!

Seminário: Corpos performáticos e engajamento cívico

Organizado por Ricardo Campos (CICS.Nova) & Nicolle Vieira (ICNova)

O seminário Corpos performáticos e engajamento cívico enquadra-se nas atividades desenvolvidas pelo projeto Artcitizenship (financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia) que procura pesquisar campos não-institucionais e não-convencionais de participação cívica e política por parte dos jovens. Neste encontro pretendemos debater o papel do corpo e da performance como atos de participação cívica e de expressão individual e coletiva. Partimos da ideia do corpo enquanto instrumento poderoso de comunicação, de engajamento e de ligação emocional entre as pessoas, sendo igualmente um recurso político fundamental. Corpos que se manifestam, que protestam, que ocupam, que se exibem. Distintos reportórios indicam-nos como as pessoas mobilizam os seus corpos para a ação. No campo artivista, distintos agentes, têm privilegiado a dança, o teatro ou a performance, como veículos de expressão.

Local: Colégio Almada Negreiros, Campus da Universidade Nova de Lisboa de Campolide, Sala 217

Data: Terça-Feira, 23 de novembro, das 10:15 às 12:30

Participantes:

Rita Barreira (NOVA-FCSH)

Samara Azevedo (Faculdade de Belas Artes da ULisboa)

Ana Vitória (Faculdade Angel Vianna e FAV/Brasil)

Susana Gaspar (NOVA-FCSH)

Debatedores:

Cláudia Madeira (ICNOVA, NOVA-FCSH)

Paulo Raposo (CRIA, ISCTE_IUL)

 

Rita Barreira

Doutoranda em Estudos Artísticos na NOVA-FCSH com o projeto PIGS: Espaços de Exaustão como Prática Artística no Sul da Europa, é também investigadora no Instituto de História da Arte (IHA- FCSH). A sua pesquisa é interdisciplinar, foca-se na estética das práticas espaciais contemporâneas, e circula nos tópicos da cultura independente, ativismo, urbanismo e espaço público. Escreve e colabora com artistas, espaços de arte independentes, com associações culturais e civis.

Título da comunicação: “Ma Vie Va Changer:  o memorial como  protesto  processo”

Ma Vie Va Changer é um livro de artista publicado pela Ghost Editions pela primeira vez em 2015, com autoria de Patrícia Almeida e Davide-Alexandre Guéniot. Faz parte de uma constelação de trabalhos de Patrícia Almeida que sem uma unidade formal entre si, percorrem e documentam a catástrofe financeira, Fukushima, a Primavera Árabe, o Occupy, e a intervenção da TROIKA em Portugal. Este livro colige recortes dos media que cobrem o período de 2011 a 2013, e situa-os com um álbum de família dos autores, construindo-se como um arquivo visual deste tempo histórico a partir de um espaço íntimo e pessoal. Propõe debater o Ma Vie Va Changer como um memorial que se constitui entre o protesto político e o processo artístico. A estética do cut-up e diy levanta a plasticidade ao processo da investigação documental e da montagem iconográfica. Por sua vez, o processo artístico expande o protesto político com novas possibilidades, em concreto com uma performatividade documental que critica, denuncia e nos afeta. Com o protesto como processo, Ma Vie Va Changer sustém uma forma aberta à participação, onde se deseja que o documento do passado infira uma crítica presente na construção de um projeto futuro, um memorial em em   protesto  processo.

 

Samara Azevedo

Atriz, performer multimédia, produtora cultural, ativista pela democracia e professora. Doutoranda em Belas Artes, área de Artemultimédia pela Faculdade de Belas Artes da ULisboa, bolseira pela Reitoria da ULisboa. Mestre em Artemultimédia, área de Audiovisual pela mesma instituição. Bacharel em Artes Cênicas com ênfase em Interpretação Teatral pela Universidade Estadual de Londrina – PR – Brasil.

Título da comunicação: “Entre a Arte e o Ativismo: o corpo como criador comprometido.”

Esta comunicação visa apresentar os estímulos conceituais e contextuais que culminam na obra videoperformativa A Galinha dos Óvulos de Ouro (2020). A partir do conceito de escultura social do professor, artista e ativista Joseph Beuys e da ideia de levante do filósofo, crítico de arte e professor Didi Huberman, pretende-se discutir de que modo um evento histórico-social escolhido como disparador é reinterpretado esteticamente pelo corpo criador. Corpo este, que transita entre a sala de aula, o ativismo político e a elaboração artística, e que se apresenta comprometido com uma atenção formal estruturada, investida de um posicionamento crítico.

 

Ana Vitória

Pós Doutora em Artes da Performance (Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa – Portugal) e PhD. em Artes – Performances do Corpo pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO/Brasil). Coreógrafa premiada e diretora artística da Cia Ana Vitória Dança Contemporânea fundada em 1997 com mais de 33 obras criadas e digressões nacionais e internacionais. Bailarina e artista visual tendo criado várias Instalações Performáticas, site-specifc e Vídeos de Dança com foco nas poéticas corporais, autoperformance e memórias autobiográficas. Coordenadora Adjunta do Mestrado Profissional em Dança na contemporaneidade – PPGPDAN da Faculdade Angel Vianna e do Curso de Pós-Graduação em Preparação Corporal para as Artes Cênicas – FAV/Brasil e Investigadora colaboradora pelo Inet-MD (FMH-UL-Portugal), Sens-Lab (Canadá) e NEPAA (Núcleo de estudos da Performance Afro-Ameríndia – Brasil). Desde 2018 vive em Portugal onde desenvolve seu trabalho artístico-pedagógico sobre poéticas autoperformativas. (www.anavitoria.com.br)

Título da comunicação: “A dança contemporânea e a performatividade como mecanismos disruptivos de criação e resistência na contemporaneidade.”

As artes performativas, na transição para o período que reconhecemos hoje como pós-modernidade, trouxeram algumas questões interessantes e inquietantes para o sujeito contemporâneo, e para os modelos estéticos e éticos que a arte moderna produziu até então. Como a tão presente “fragmentação” das narrativas que em si nos parece estéril como tentativa de retenção do presente do artista que já não deseja se comunicar (ou não consegue pelas formas disponíveis), mas, por outro lado, permite que se observe como os discursos corporais e sua dramaturgia podem se construir em outros sentidos além de encadeamentos lógicos-causais tradicionais, já exaustivamente vistos e criticados. Partindo dessa ideia, nos aproximaremos de duas personalidades da dança contemporânea Angel Vianna e Anna Halprin que contribuíram para pensar sobre o tema que interessa à nossa arte: quais mecanismos de criação envolvem o corpo-em-arte na condição pós-moderna e em que termos? Quais as contribuições que as artes performativas trouxeram para o sujeito contemporâneo e a pedagogia do corpo em suas diversas opções técnicas e estéticas? Aqui a performance também constitui a lente metodológica que permite que pesquisadores analisem eventos de uma vida como performances, reitera Diana Taylor. Obediência cívica, resistência, cidadania, gênero, etnicidade e identidade sexual, por exemplo, são ensaiados e performatizados diariamente na esfera pública. Entender esses itens como performances, sugere que a performance também funciona como uma epistemologia. A prática incorporada, juntamente com outras práticas culturais associada a elas, oferece uma maneira de conhecer e subjetivar o sujeito contemporâneo.

 

Susana Gaspar

Doutoranda em Estudos Artísticos – Arte e Mediações na NOVA-FCSH. Tem uma pós-graduação em Direitos Humanos pelo IGC/Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Mestre em Educação Artística – especialização em Teatro na Educação, pela Escola Superior de Educação de Lisboa e licenciada em Ciências da Cultura – com especialização em Comunicação e Cultura, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É atriz e encenadora de teatro, gestora de projetos sociais e comunitários e, desde 2016, leciona no Instituto Politécnico de Lisboa – Escola Superior de Educação, no domínio de Teatro. O seu projeto de investigação denomina-se “Arte e Direitos Humanos: a influência de práticas artísticas na agenda dos direitos humanos (de 2011 à atualidade)”.

Título da comunicação: “O corpo enquanto protesto, o protesto enquanto ato performativo”

Com o aumento de atropelos aos direitos humanos em vários países e contextos, a nível global, nomeadamente ao nível restrições da liberdade de expressão, artistas e coletivos vão sendo vítimas de perseguições devido às suas criações artísticas. O papel do corpo enquanto ato de participação cívica é incontornável, sendo recorrente a associação entre as práticas artísticas, incluindo performance, ao ativismo, seja no âmbito de protestos e ações de rua, seja como ato exclusivamente performativo. O corpo que protesta torna-se o agente principal para transmissão de mensagens políticas e cívicas, para a defesa dos direitos humanos e liberdade artística. Neste âmbito, propomo-nos olhar para três casos da América Latina: o coletivo Labo Ciudadano, da Venezuela, que exploram novas formas de ativismo através de uma abordagem artística para o protesto não-violento; o Coletivo Artístico LASTESIS, oriundo do Chile, que se tornou mundialmente famoso por uma vídeo-performance a denunciar a violência de género sistémica e o caso da artista queer Myth Drag Queen, da Colômbia, que defende a visibilidade dos corpos queer em protestos. Estes casos são enquadrados na investigação em curso “Arte e Direitos Humanos: a influência de práticas artísticas na agenda dos direitos humanos (de 2011 à atualidade)”, para Doutoramento em Estudos Artísticos.

Cenas do Gueto, Mocho Tá na Casa

À boleia da street art, a Quinta do Mocho soube dar a volta aos estereótipos, ressignificando a vida no gueto para exaltar as qualidades do território e de seus habitantes. “Cenas do Gueto, Mocho Tá na Casa” desmonta os discursos de que o bairro não tem cultura, talento, humanidade, ao mesmo tempo que aponta o dedo à exclusão, ao racismo, à violência policial, à pobreza. Gueto é cidade. Cultura se faz no gueto.

Este seriado de 27 episódios dá a conhecer os habitantes, os artistas e a história da Quinta do Mocho. São micro-documentários etnográficos realizados pelo antropólogo e sociólogo Otávio Raposo, editados pelo antropólogo Filipe Ferraz, e com conceção gráfica da antropóloga Gabriela Leal.

Esta série está integrada no projeto de investigação Artcitizenship, que pesquisa “territórios não-institucionais de construção da cidadania e de participação na esfera pública”, procurando compreender os elos entre arte, criatividade e agência política.

“Cenas do Gueto, Mocho Tá na Casa” é um projeto financiado pela FCT, uma parceria CICS.NOVA, NOVA FCSH, CIES-Iscte e CRIA. A produção é da Associação Wamãe I Antropologia Pública.

 

Facebook: https://www.facebook.com/cenasgueto

Instagram: @cenasdogueto

 

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Trailer – Cenas do Gueto, Mocho Tá na Casa

 

 

 

Destaq’Art – Artes da cidadania em destaque

Esta é uma rubrica semanal do ArtCitizenship em que damos visibilidade ao trabalho criativo de autoras e autores que têm colaborado de forma mais próxima connosco. O projecto criativo é destacado na medida em que corresponde a uma forma de exercício de cidadania e de participação política em torno de certas causas sociais.



#24 – Diogo Silva

Activista por justiça climática no colectivo Climáximo, desde 2019, e perito em fundar e afundar projectos. No colectivo artivista Art for Change fez parte da organização do CineClima (mostra aberta de cinema climático durante a semana da Greve Climática Global 2019, com +40 sessões gratuitas, de Chaves a Faro), da intervenção artivista durante o Camp-in-Gás (acampamento contra a exploração de gás fóssil, na Bajouca, em 2019), do podcast Clima e…, do Galp Must Fall Live (live no instagram durante a ação Galp Must Fall, com artistas de países colonizados por Portugal, contra a exploração de gás fóssil em Moçambique, pela Galp) e da Pandemia Artivista (programa de lives artivistas no instagram) – sempre em colaboração com outras organizações como o Climáximo e a Greve Climática Estudantil. Criou ainda o podcast Are we Enough, com a Fundação Friedrich Ebert; foi produtor e locutor do podcast Planeta B, da campanha Empregos para o Clima; e colaborou com a turma de cerâmica da Escola Secundária Artística António Arroio. Hoje, quase só faz ativismo sem ser por meios artísticos, e gostava de ser um pouco mais artista. Talvez vá a tempo.
follow Diogo Silva:  @diogoansilva   |  facebook   |   twitter
follow Climáximo:  @climaximopt   |  facebook   |   twitter   |    site   |   empregos-clima

 


#23 – Maria Giulia Pinheiro

Maria Giulia Pinheiro é poeta, dramaturga, performer, roteirista, pesquisadora, curadora e ativista social.  Atualmente, está em circulação com a “A Palavra Mais Bonita” (@apalavramaisbonita).  Em 2020, ficou em 4. Lugar na Copa do Mundo de Poetry Slam, da França, representando Portugal. Criadora e organizadora do ZONA Lê Mulheres (#zonalemulheres),  do Todo Mundo Slam (@todomundoslam), do  “Ciranda- Jogo de Palavra Falada” (@cirandajogodepalavra) e da “Ginginha Poética” (@ginginha_poetica).  Coordena o Núcleo Feminista de Dramaturgia desde 2016. Hoje o Núcleo de Dramaturgia Feminista (@nucleodedramaturgiafeminista) acontece online, conta com 8 turmas, lançou o livro “Mentiras e outros pequenos furtos: um inventário da verdade” (Editora Urutau, 2021) e o podcast “Corte Perfeito Para”. As inscrições para o Núcleo de Dramaturgia estão abertas para 2022 através do link http://www.mariagiuliapinheiro.com/nucleo-feminista-de-dramaturgia

 

follow:  @mariagiuliapinheiro  |    facebook    |   site

 


#22 – Melissa Rodrigues

Melissa é performer, arte-educadora, curadora e ativista. Nasceu na cidade da Praia, ilha de Santiago, Cabo Verde. Cresceu entre a Linha de Sintra e Lisboa. Vive no Porto. Afrodiaspórica, Afropean, Afrofuturista. Participa frequentemente em projetos colaborativos e interdisciplinares que relacionam arte, experimentação e ativismo. Como investigadora nas áreas da Performance e da Cultura Visual tem desenvolvido pesquisa em Imagem e Representação do Corpo Negro em colaboração com artistas visuais, cientistas sociais e performers. Integra a Associação Cultural Rampa, o InterStruct Collective, o Núcleo Anti-Racista do Porto e a UNA – União Negra das Artes.

Crédito imagem: Still vídeo performance CORONAS IN THE SKY, Not a Manifesto! an Essay on Afrofuturism and Liberation, 2020, Melissa Rodrigues

follow:  @meliss_rodrigues  |  site

 


#21 – Luca Argel

Luca Argel (Rio de Janeiro, 1988), é graduado em música pela UNIRIO e mestre em literatura pela Universidade do Porto. Vive desde 2012 em Portugal, onde trabalha como cantor e compositor. Tem livros de poesia publicados no Brasil, em Espanha e em Portugal, e quatro álbuns lançados, o último dos quais, “Samba de Guerrilha” é resultado de uma pesquisa continuada sobre a história política do samba.
follow: @lucargel  |  facebook  |  youtube  |  site

#20 – Rui Eduardo Paes

Escritor, crítico de música, curador e formador, entende o trabalho que desenvolve nas suas variadas vertentes como serviço comunitário e serviço público. Partilha com Maria do Mar a direcção artística do Queer Fest e está envolvido na Open Call Amoras Silvestres, iniciativa de incentivo e promoção de artistas queer emergentes. É o editor da revista online Jazz.pt, programador na SMUP e no ciclo Jazz no Parque,  da Fundação de Serralves. Os seus mais recentes livros têm sido publicados pela Chili Com Carne, entre eles se destacando os dois volumes de “Bestiário Ilustríssimo”, “‘A’ Maiúsculo com Círculo à Volta”, “Anarco-Queer? Queercore!” e “O Fagote de Shatner”. Tem ainda actividade intermitente como artista sonoro/performer, enquanto elemento do projecto Astronauta Desaparecido, com dois álbuns editados, “Sound & Fury” (duas edições, Tragic Figures e A Besta) e “Virus From Outer Space” (A Besta).

follow: Rui Eduardo Paes  |  Queer Fest  |  @queerfestlx  |  Open Call Amoras Silvestres  |  @opencallamorassilvestres

 

[ Crédito da foto: Rui Silva ]

 


#19 – Matilde Real

As histórias são bálsamos, armas de fogo, subterrâneos do corpo. Procuro histórias pelo dia-a-dia dos outros: os seus lugares, movimentos de trabalho, as vidas que me contam e que criamos em conjunto. Dessas colaborações nascem novas histórias, instalações, rituais reais-inventados. Tenho trabalhado em escolas, numa prisão, num centro de refugiados e de momento em estufas de frutos vermelhos do concelho de Odemira, com migrantes da Índia e do Nepal.

Contacto: matildereal@hotmail.com

[ Crédito da foto: João Mariano ]


#18 – Raquel Lima

Raquel Lima (Lisboa, 1983-) é poeta, performer, arte-educadora, licenciada em Estudos Artísticos e doutoranda em Estudos Pós-Coloniais, em torno da oratura, escravatura e movimentos afrodiaspóricos. Colabora com o projeto de investigação “Post-Archive: Politics of Memory, Place and Identity” da FLUL e é membro do conselho consultivo do projeto de investigação “(DE)OTHERING – Desconstruindo o Risco e a Alteridade: guiões hegemónicos e contra-narrativas sobre migrantes/refugiados e “Outros internos” nas paisagens mediáticas em Portugal e na Europa” do CES. Tem apresentado o seu trabalho poético em vários países da Europa, América do Sul e África em eventos de literatura e performance, e lançou, em Outubro de 2019, o seu primeiro livro e áudio-livro de poesia intitulado Ingenuidade Inocência Ignorância (BOCA e Animal Sentimental). Integra, enquanto militante antirracista, o NAC – Núcleo Antirracista de Coimbra, a Yanda Panafrikanu e a UNA – União Negra das Artes.

follow: @raquel_palmira  |  facebook  |  youtube  |  poetry book  |  CES

 


#17 – António Jorge Gonçalves

Nasceu em Lisboa e vive desenhando-se a si e aos outros.

Através de novelas gráficas, cartoons políticos e espectáculos de desenho ao vivo

Chega todos os dias um bocadinho mais perto, um bocadinho mais longe.

follow:  @ajg_desenhador  |  facebook  |  site

 


#16 – Mynda Guevara

Vinda do bairro da Cova da Moura em Lisboa, Mynda Guevara carrega no nome e na atitude uma sede de revolução que está intimamente ligada ao papel ainda muito minimizado das mulheres no rap. O seu Rap , em crioulo , como forma de expressão verdadeira e emancipatória, tem vindo a conquistar uma posição de respeito, por força de uma lírica em reflexo do seu papel enquanto mulher, afro-descendente e rapper no seio de uma sociedade estratificada.

follow: @myndaguevara_oficial  |  YouTube

 


#15 – Rambóia com Moderação

“Rambóia com Moderação” é um projecto dos poliamorosos Cris, Mariana e Bruno, que se foca em não-monogamias, relacionamentos e sexualidade. Têm um podcast onde falam dos tópicos de forma informal, bem como uma página de instagram onde divulgam informação, publicam memes e mostram um bocadinho de como é viver fora da monogamia.

follow:  @ramboiacommoderação  |   linktree

 


#14 – Silvia Rodrigues

Como artista e ilustradora, o seu objetivo é criar imagens que promovam a saúde mental, uma relação descomplicada com o corpo e contar narrativas de mulheres. O seu trabalho é audaz e colorido. A ilustração tem sido o seu foco principal há mais de 9 anos. Estudou Design de Comunicação (FBAUL) e Ilustração e Banda Desenhada (Ar.Co.). É Mestre em Pintura (FBAUL, 2017). Publica e expõe regularmente em colectivas internacionais e a solo.
follow:  @silviarodrigues.me  |  www.silviarodrigues.me  |  hello@silviarodrigues.me

 


#13 – Maria Kopke

A luso-brasileira Maria Kopke é apaixonada por música, escrita, e feminismo, e se tiver que que escolher, escolhe os três. Mestranda em Estudos Comparatistas pela FLUL, formada em canto pela EAMCN e com experiência em Teatro Musical, olha para o mundo pelo filtro das questões de género, e narra-o em canções, ensaios, e contos. “Back to the Kitchen” é um de seus trabalhos mais recentes. Este projeto apresenta uma série de entrevistas realizadas pela artista ao longo de 2020, onde abordou diferentes temas relacionados com género e feminismo.

follow:  @mariakopke  |  Back to the Kitchen

 


#12 – A lake by the mõõn

Num manifesto contra as narrativas fatalistas e tech-optimistas sobre a crise climática, “A lake by the mõõn” convida-nos a prestar uma atenção profunda ao que o som tem para nos mostrar sobre o estado miserável do nosso planeta. Apresenta-nos uma palete sonora toda criada a partir de sons de animais em vias de extinção, oferecendo uma nova oportunidade de ouvir os sons de dor e desespero dos seres vivos que mais sofreram com a crise climática. O produtor e ativista Caldense transporta assim as vozes destes animais dos seus ecossistemas em colapso para um novo habitat sonoro de música electrónica orgânica. Na esperança que a sua música encoraje e seja um lembrete pro público que temos que lutar AGORA por uma vida digna para TODOS os seres vivos que habitam a Terra.

follow: @alakebythemoon  |   bandcamp  |  facebook

 


#11 – Campanha Linha Vermelha

A Campanha Linha Vermelha, desenvolvida pela Academia Cidadã, é uma campanha que nasceu em 2016 para sensibilizar a população para a exploração de petróleo e gás em Portugal. Durante 4 anos, tricotaram e desafiaram pessoas por todo o país, a tricotar Linhas Vermelhas. Estas Linhas Vermelhas simbolizam o limite de 1.5ºC de aquecimento de temperatura média do planeta, que não devemos ultrapassar. Representa um limite.

Em 2016 quando a campanha começou existiam 15 contratos para prospecção e exploração de combustíveis fósseis em Portugal. Hoje, todos os 15 contratos foram cancelados. A Campanha Linha Vermelha utiliza as artes manuais de tecer (tricô e crochê) para conversar com pessoas que normalmente não estariam tão familiarizadas com o tópico da Justiça Climática.

Agora, que cumpriu o seu objectivo, a Campanha Linha Vermelha está a reformular os seus objectivos para entender de que maneira poderemos continuar a ser úteis ao movimento pela justiça climática.

follow: @campanhalinhavermelha  |  site  |  facebook  |  youtube

 


#10 – Sleeperly

Arte de maquilhagem é, na sua essencia e paradoxalmente, revolucionária. Pode e não pode ser vendida. Na sua verdadeira forma o meu trabalho muitas vezes já desapareceu na altura em que é consumido. Lavado da minha cara, permanece apenas como uma representação bi-dimensional incapaz de capturar a verdadeira experiência do original. No entanto produtos de maquilhagem podem ser comprados, uma foto do meu trabalho pode ser impressa e vendida e tu podes pagar-me para te maquilhar, mas a photo não é o meu trabalho e a tua cara também vai ser lavada eventualmente. A maquilhagem está inserida numa industria com margens de lucro absurdas, enquanto que a verdadeira criação artistica gerada com maquilhagem não pode ser comprada ou mantida. Desta forma, faz pouco do capitalismo. É a derradeira forma de expressão artistica anti-capitalista.

follow: @sleeperly


#9 – Alex a.k.a. Plant Boy

O meu nome é Alex e sou o Plant Boy.

Algo muito importante para mim é expressar com a minha arte os meus problemas, mas também as minha vitorias como uma pessoa trans. A minha arte é normalmente centrada em stresses diários e lutas internas. Ao expor esta parte de mim que é tão privada espero ajudar pessoas a sentirem-se menos sozinhas. A maior parte das minha obras são extremamente pessoais, mas também gosto de fazer alguns comics engraçados sobre coisas do dia a dia. No fundo a minha arte é quase como um diário que partilho com todes.

follow: @plant__boy  |  https://thatplantboy.bigcartel.com/


#8 – nëss

nëss é um writer/singer não binárie, instrumentiste autodidata da Linha de Sintra. A partir de suas experiências que navegam através da dor, do perdão e da autodescoberta, nëss dá-nos a sua visão das suas memórias de infância em perspectiva actual, como forma de curar a si mesme. nëss já passou por vários palcos em Lisboa (ZDB, Damas, Musicbox, entre outros), Porto (Pérola Negra) e ainda o festival ITHAKA em Medellin, Espanha. Com um EP já lançado, nëss embarca num novo projecto liricamente mais directo com uma nova sonoridade de indie/folk cruzando com synths de dream pop. “restrictions when you try to make it and be” fala sobre o processo de descoberta como pessoa queer e sobre a sua visão acerca desse mundo.

follow: linktreesoundcloud | bandcamp | instagram


#7 – Raquel Smith-Cave

Raquel Silva aka Raquel Smith-Cave (Funchal, 1988), ativista queer feminista, poeta, investigadora, dj (Lobotomy), drag king (Joaquim Fónix) e uma apaixonada por todos as artes. Licenciada em Literatura e Cultura Inglesa/Norte-Americana, neste momento é mestranda em Sociologia no ISCTE e trabalhadora a recibos verdes. Em 2011 começou a editar de forma independente a CuntRoll Zine, uma fanzine colaborativa queer feminista, e desde então foi integrando vários coletivos/grupos activistas. Impulsionadora e co-fundadora do Festival Feminista de Lisboa e do projecto cultural Queer As Fuck, no qual desde 2017 vem criando espaços de ocupação, união, visibilidade, conhecimento e celebração da cultura e lutas LGBTQIA+ através de perspectivas interseccionais, eventos culturais e partilha de experiências não normativas.

follow: @raquelsmithcave  @queerasfuck.pt  @joaquimfonixx   https://www.facebook.com/takecontroll


#6 – Tinta dulce

Tinta dulce,

Disputando narrativas nas artes e nas ruas desde 2009, imigrante de Abya Yala, nómada, artista plástica, muralista, tatuadora, ilustradora e bruxa rabogenta, utiliza as artes gráficas como arma de resistência, como um conjuro para chamar e juntar as criaturas que resistem e existem a volta. Migrada em Portugal desde 2015 colaborou em quanto coletiva Las Piteadas com vários movimentos e organizações ativista com a criação de material gráfico para manifestações, concentrações, festivais, etc. Hoje em dia anda jogando bombas-sementes discursivas para derrubar o colonialismo incrustado em todo lado com projetos como “Resista Sur” e “Bruxitude”.

Instagram:   @tinta_dulce    @tinta_dulce_fareniente   @laspiteadas    @resistasur


#5 – Inês Tartaruga Água

ToxiCity – Ruptural performance/collective action for compost-humans

Inês Tartaruga Água (Válega, 1994) apresenta-se como artista desde os 5 anos, experimenta a academia na especialização de pintura (2012) e obtém grau de mestre em escultura (2019) pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Artista multidisciplinar, centrada nas questões da ecologia profunda e da biopolítica, exploradora sonora e adepta da filosofia DIY bem como de práticas colaborativas e participativas em espaço público. Participa em exposições colectivas desde 2013, com destaque para a “XIII Bienal Internacional de Cerâmica Artística” (Aveiro, 2017), “Убежище / Suoja / Shelter Festival – Laboratory” (Helsínquia, 2019), «48 часов Новосибирск» (Sibéria, 2019), ou “Soundscapes” (Bahrain, 2019), e tem a sua primeira residência artística individual “Méhtēr: Matéria, Forma e Transformação” no Museu Júlio Dinis em Ovar (2018). Funda com Xavier Paes a editora DERMA, o colectivo REFLUXO e DIES LEXIC, com estreia internacional em Tuí, (2016), e um ano depois em Paris, Haia e Amsterdão. Integra o coletivo artístico internacional “Mycelium” (RU, DEN, IT, EUA e PT) e “MOSCXS” com sede no Porto.

https://cargocollective.com/inestartarugaagua


#4 – Lolo Arziki

Lolo Arziki é jovem cineasta, nasceu em Cabo Verde e cresceu em Portugal. Desenvolve o seu trabalho tratando temas como a sexualidade, a negritude, a inclusão social e a experimentação estética.

Relatos de uma rapariga nada púdica – https://vimeo.com/178958765

Apneia (vídeo art) – https://youtu.be/xjVlxstVsk4


#3 – Samantha Muleca

Muleca XIII é rimadora, compositora e intérprete além de ser pintora e educadora. Natural do Rio de Janeiro, começou sua trajetória no rap e no graffiti em 2006, e desde então é praticante dessas vertentes e ativa em projetos socioculturais através da arteeducação. Há seis anos na Europa, a MC, que costuma atuar em concertos, já dividiu palco com grandes nomes da rima e participou em festivais em Portugal, França e Espanha. Sua marca registrada é a métrica acelerada (fastflow) de alta profundidade sem pecar na qualidade melódica, e sua especialidade é a rima de improviso (freestyle). Integra o coletivo de artistas Comando S.E.L.V.A cuja sigla significa “segue na estrada livre e voa anonimamente”, seu grande lema de vida.

https://www.instagram.com/muleca13/


#2 – kali

in Fanzine Gato

“Entre um pássaro e um macaco, surgem vários animais pelos quais me fui metamorfoseando. Fui mutando na arte e na pedagogia, acreditando sempre que a descoberta parte de uma expressão. E fui chegando, procurando um meio híbrido, pandrogeno em constante transição.”
Música: Pássaro Macaco – Loop Station + electrónica+trompete e voz \ Panelas Depressão – baterista \ Decibélicas – trompete + electrónica \ Orquestra de Sopros e Electrónica – trompete + electrónica
Artes plásticas: #casadasartesdoalgoz #fiadeira #cantodobaú
https://cargocollective.com/kalimacaco/Perfil-Profile

#1 – cataestrófica

A cataestrófica é criadora de seres antropomórficos nas horas livres, pensando a sociedade e o dia-a-dia, através de uma abordagem reivindicativa e humorística, procurando esmiuçar uma miscelânea de temáticas – desde o feminismo, ao veganismo e anticapitalismo.

https://www.instagram.com/cataestrofica/

Artes da Cidadania em Conversa

“Artes da Cidadania em Conversa” é constituída por pequenos vídeos de entrevistas realizadas a um conjunto de interlocutores(as) para refletir sobre as temáticas da pesquisa.

Houve primeiramente uma longa Conversa com cada interlocutor(a), baseada num guião semiestruturado, na qual se gravou apenas o som para uma análise posterior. No final dessa partilha de saberes responderam a três questões face a uma câmara de filmar.

Interessa-nos a variedade de perfis, de sensibilidades, de discursos e de respostas. As artes, nas suas múltiplas formas de expressão, servem de fio condutor. 

Os novos vídeos serão divulgados uma vez por semana, à segunda-feira, no website do projeto ArtCitizenship. 

#46 – Clara Não (Ilustradora)

#45 – Kali (Artista, Panelas Depressão, passaromacaco)

#44 – Maria Mesquita (Ativista)

#43 – Andreia Coutinho (Ilustradora, ativista curatorial, FACA)

#42 – NËSS (Música, Ativista não-binária e Queer)

#41 – Alex aka plant_boy (Ilustrador)

#40 – Herlander (Músico, Artista)

#39 – Raquel Smith-Cave (CuntRoll Zine, Queer as Fuck, Festival Feminista de Lisboa)

#38 – BLEID (Música, Colectivo MINA)

#37 – Duarte Marques (Músico, Extinction Rebellion)

#36 – Alexa Santos (Assistente social & Feminista interseccional)

#35 – Gil Ubaldo (Activista, Justiça Climática)

#34 – Patrícia Carreira (Academia Cidadã, Encenadora & Realizadora)

#33 – Valentina Vargas (Ser humana & Artivista)

#32 – Maria Giulia Pinheiro (Dramaturga, Poeta, Slammer)

#31 – Bianca de Castro (Estudante & Ativista Climática)

#30 – Boris Nunes & João Desmarques (ATR + dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS)

#29 – Raquel Moreiras (Activista e Estudante de Direito, Greve Climática)

#28 – João Costa (Campanha Linha Vermelha, Academia Cidadã)

#27 – Raquel Lima (Poeta, Arte-educadora e Investigadora de Estudos pós-coloniais)

#26 – Diogo Silva (2degrees artivism, Climáximo)

#25 – Alex Couto (Escritor, Publicitário)

#24 – Daniel Matos (Coreógrafo, Bailarino)

#23 – Carolina Elis (Artivista, Afro-feminista)

#22 – Rodrigo Vaiapraia (Músico, Performer)

#21 – Marianna Louçã (Estudante, Activista Climática)

#20 – Pavel Tavares (Artista audiovisual, Documentarista, Professor)

#19 – Pedro Figueiredo (Co-criador de The Worst Tours Porto)

#18 – Maria Kopke (Escritora, Performer, Cantora)

#17 – Luca Argel (Músico, Poeta)

#16 – Miguel Januário, aka ±MAISMENOS± (Artista)

#15 – Inês Tartaruga Água – Artista plástica

#14 – Melissa Rodrigues – Performer, Arte-educadora, Activista

#13 – Frankão, O Gringo Sou EU (Músico/Produtor)

#12 – Sinan Eden – Activista (Climáximo)

#11 – Gil Dionísio – Músico, Performer, Editor, Escritor

#10 – Surma – Artista

#9 – Rui Eduardo Paes – Crítico musical, Programador, Jornalista, especializado em Jazz e Música Improvisada

#8 – Mia Distonia – Writer, Performer, Musician

#7 – Ana Tica – Produtora Cultural & Realizadora

#6 – Andreia Galvão, Bernardo Alvares, Carmo Pereira

#5 – Maria do Mar – Música, Programadora, Professora

#4 – Rodrigo Gomes, Violeta Alexandre, Valdemar Dória

#3 – Kedy Santos – Artista, Mediador Cultural, Eng. Químico

#2 – Matilde Real, Alexandre Castro, Isabel Simões

#1 – Lila Fadista & João Caçador – Fado Bicha

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